domingo, 12 de dezembro de 2010

JA Company of The Year 2010 - América Latina

O Junior Achievement (JA) http://www.jabrasil.org.br realizou na cidade do Rio de Janeiro a competição JA Company of the Year – Região das Américas (Prêmio Miniempresa do Ano).
Patrocinada pela HP e Fedex a competição reuniu 20 miniempresas de 15 países.
Essas miniempresas foram criadas por jovens entre 15 e 19 anos (ensino médio). E com a orientação de voluntários de empresas locais, eles começam o seu próprio negócio, desde o desenvolvimento, até a comercialização de um produto ou de um serviço, com o objetivo de gerar lucro para os acionistas.
Nesta sexta-feira (10/12/2010) tive uma grande oportunidade, fui convidada para participar do Juri pela minha empresa HP. E apesar de estar de férias não pensei duas vezes, foi um grande prazer aceitar esse convite.
Os jovens foram avaliados por 3 grupos de jurados, os da própria JA, da Fedex e o da HP para julgar o prêmio HP Business Responsible Award. No nosso caso, 4 itens foram importantes para a avaliação: desempenho financeiro, responsabilidade social, ambiental e inovação.

Foi uma grande experiência tanto pros participantes quanto para nós, membros do juri.
Foi uma satisfação ver a dedicação e envolvimento dos adolescentes.
E eu adorei conhecer o trabalho da JA, esse tipo de competição acrescenta muito ao aprendizado dos jovens, eles passam a ter noções de negócio, desenvolvem habilidades como a comunicação, criatividade, responsabilidade, trabalho em equipe, investimento, e até uma segunda língua, pois as apresentações são em inglês. Além de toda a experiência adquirida, muitos projetos envolvem a comunidade local e também fazem doações para entidades carentes.

Cada equipe fez uma pequena apresentação para os jurados, após as apresentações a feira foi oficialmente aberta e eles demostraram com mais detalhes as suas empresas, tanto para o público quanto para nós jurados.

Na abertura da feira tivemos uma boa surpresa, a premiação de um grupo de estudantes do Colégio Pedro II (unidade Centro) daqui do Rio de Janeiro, cada aluno ganhou um notebook da HP. Infelizmente não tenho a foto dos premiados (eu estava na foto rsrsrs) assim que conseguir , eu coloco a foto aqui :)

Mas vamos aos participantes...

Neck-Flex da Argentina, eles fabricam o lenço que tem 1001 formas de ser utilizado (faixa de cabelo, touca, balaclava, etc).

 Mesoricano do Brasil (Minas Gerais) Eles fabricam um jogo americano com tecido e apliques feitos à mão, me impressionaram com o profissionalismo e dedicação
 SmartClean do Chile - Eles fabricam sacos e pazinhas de papel biodegradável para permitir que os donos (responsáveis) de cachorros retirem facilmente o cocô do seu bichinho.

 A Cu$hqui Pocket do Equador - Fabricam carteiras com embalagens de leite (tetra pak), uma ótima forma de reciclar e contribuir para o meio ambiente. Além das caixas de leite, elas utilizam pedaços de tecidos (retalhos) doados por fábricas, ou seja, quase sem custo algum.

Olhem o detalhe da carteira, é dificil encontrar produtos que utilizem materiais alternativos que fiquem com um acabamento tão bonito e elegante. Muito linda não é?
 Innoveco da Guatemala - Eles importam um produto que não é comercializado no país deles, esse produto serve como repelente de mosquitos, tem em formato de pulseira ou em placas. Ótimo para evitar dengue
 Square Pants do Paraguai - Elas fabricam shorts com modelagem esclusiva
 Glaciar do Uruguay - Eles fabricam gelo plástico, aquelas bolinhas que tem líquido dentro e que gela a bebida, porém não libera água na bebida. Uma forma de economia de água

 Pract&Co da Arqgentina - Eles fabricam eco bags, bolsas de tecido que podem ser enroladas facilmente e com design exclusivo, cada bolsa tinha um detalhe personalizado.
Eu não resisti e comprei a minha, uma das meninas que escolheu pra mim, eram tantas bonitas que não dava pra escolher rsrsrsrs.
 DryBag do Brasil (Rio de Janeiro) - Elas fabricam uma bolsa de tecido que é toalha ao mesmo tempo, praticidade e beleza. As estampas das bolsas eram lindas.

Candy's Kingdon da Colombia - Elas fazem guirlandas de balas, olha quanta variedade no stand!
 Juggly do Equador - Eles fabricam bolinhas de retalhos de couro cheias de alpiste. Cada bolinha vem numa sacolinha de pano. São muito bonitas as bolinhas, pena que não comprei uma
 4NR da Jamaica - Elas fazem T-shirts personalizadas, adorei a apresentação das meninas para o juri, impressionaram todos

 Rôndo do Peru - Elas fabricam uma bandeja giratória que tem uma prateleira, são personalizadas e muito bonitas e práticas.

Não resisti e comprei uma, me impressionou o capricho e a inovação do produto.
Steviser da Venezuela - Eles fabricam geléias com Stévia, ajudando pessoas que não podem consumir açúcar.  

 Foto Crystal da Bolívia - Imprimem fotos em vidro, com baixo custo e ótima qualidade
 Decologic do Chile - Eles desenvolveram vasos totalmente ecológicos, com retalhos de garrafas pet e cimento. Adorei também o trabalho que eles fizeram na comunidade ensinando a fazer os vasos e a pintar.
 D´Kulcha da Granada - Eles fabricam t-shirts com estampas exclusivas feitas por eles. As estampas eram lindas. Me arrependi de não ter comprado uma :)
 Escoluffa do Paraguai - Fabricam chinelos com bucha na palmilha. Cada chinelo vem numa embalagem reciclada de plástico costurado.

As meninas vieram vestidas com roupas típicas, e na apresentação fizeram uma dança muito bonita. Olha a simpatia delas.
 Imakitop do Peru - Fazem estampas exclusivas para laptop, cada uma mais bonita que a outra
 Equipe HP no final da feira. Estávamos cansadas mas muito felizes, o trabalho deles nos cativou.
 Lembranças que ganhei. Confesso que os panfletos com fotos de alguns países me animou muito a ir conhecer.
 Foto das equipes reunidas no final do evento
A simpatia, profissionalismo e dedicação desses jovens me impressionou.
 

Parabéns ao JA pelo belíssimo projeto, parabéns a HP e a FEDEX por patrocinar. E principalmente parabéns aos participantes, todos vocês são vencedores!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Pausa pra Decoração

Algumas semanas atrás fui com uma grande amiga na Rua Izidro Rocha em Vigário Geral.
Pra quem não conhece, essa rua é o paraíso das compras pra decoração. Seguindo pela Av Brasil, quase chegando na Dutra.
Lá tem de tudo, fabrica de espelhos (comprei um espelho de 0,62x1,28 por 49,90 com uma moldura bacana), tem lojas de objetos de decoração, jardinagem, móveis de ferro, plásticos e utilidades pro lar.
Enfim, tem de tudo um pouco, e com preços bem convidativos.
Claro que algumas coisas eu definitivamente não gosto, mas gosto é gosto né? Temos de respeitar.
Da mesma forma que algumas peças que achei bonitas alguns achariam feias.
Bom, chega de blá blá blá e vou mostrar algumas fotos que tirei.
Uma funcionária de mau humor me disse que não podia tirar fotos, só quase na hora de ir embora soube que podia :( Então não deu pra mostrar muito
Esse é o meu fusquinha (9,90) que guarda minhas Jelly Belly beans:
Vasos, gostei dos apliques em metal:
Vasos e vasos:

Tirei essa foto pra mostrar as grades para instalar nas paredes externas






 Eu amei essas girafas africanas com cabeça de metal
O que acharam?

O Alicerce

Bom, continuando as etapas para a construção da casa, em julho de 2005 começamos a fazer a fundação, ou seja, o alicerce.
No nosso caso, como o terreno é elevado e praticamente plano, não foi necessário nenhum aterro ou terraplanagem
Primeiro eles fazem uma estrutura de madeira e com barbante marcam os cômodos, depois cavam os buracos para fazer as sapatas (sim, estou com o pé engessado nessa foto rsrsrsrsrs)

Sempre que dava, estávamos lá conferindo as marcações, mas mesmo assim erraram. Tivemos de fazer uma transição em uma das vigas e acabamos aceitando as mudanças de medidas pra não se aborrecer mais (e gastar é claro)
E olha que tivemos nossa fiscal da obra sempre de olho:

Durante essa etapa, deveria ter sido colocado uma manta de plástico em toda a fundação para evitar que a umidade suba pelas paredes. Para evitar esse tipo de problema:

Como eu não sabia dessa opção eu não coloquei a manta, então já imaginam como ficou minha casa após a pintura interna. Ah! Ainda tem isso, durante a construção, embosso, nada disso é visto, você só consegue ver que tem algum problema de umidade nas paredes quando passa a massa corrida e pinta. No meu caso em poucos dias começaram a aparecer as rachaduras, depois as bolhas grrrrrrr!
Existem vários produtos no mercado para resolver esse problema.
Todos que conheço tem de ser raspada toda a parede até os tijolos e aplicar o produto seguindo as instruções do fabricante.
Nessa foto, reparem que existe uma faixa de mais ou menos 15cm entre o rodapé e o mofo. Isso é porque esses produtos devem ser passados por no mínimo 1 metro acima do rodapé,  melhor ainda 1,5 metro pra garantir que o mofo não apareça acima daonde foi aplicado.
Como o pintor era uma pessoa muito "profissional" ele não fez o 1,5 metro que foi contratado, ele só passou onde estava o mofo. Pra quê fazer o que o cliente pediu né? Só vai aparecer daqui a algumas semanas quando ele não estiver mais aqui né?

Assim que eu conseguir resolver isso, eu coloco aqui no blog com as dicas pros que estiverem com o mesmo problema. Acredito que vou usar algum produto da linha Weber Quartzolit, confio muito nesse fabricante.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Água, Luz e cerca

Olá,

Fiz uma pequena inversão, esqueci de mencionar que, pra usar o cortador de grama primeiro instalamos a luz. rsrsrsrsrs

Mas, seguindo as etapas... Contratamos um amigo pra instalar a água, dar a primeira roçada (ele tem roçadeira à gasolina) e pra instalar uma cerca na frente e lateral esquerda do terreno Atrás já tinha a cerca da fazenda e do lado direito um muro do vizinho.

Primeiro ele roçou tudo e instalou uma torneira na frente e outra nos fundos do terreno:


Ele limpou, marcou e colocou pedras na frente do terreno, que estava assim:

E ficou assim:

Depois ele colocou grama esmeralda e fez a cerca:

A cerca lateral foi feita com mourões de eucalipto e arame farpado. Já a cerca da frente de massaranduba e arame liso.

Para instalar a luz, entramos em contato com uma empresa que instala postes padrão CERJ (na época era CERJ agora é AMPLA). Você paga e a empresa faz tudo, instala o poste e dá entrada na solicitação com a concessionária para a instalação do relógio.
Poste instalado e passamos a ter água e luz no terreno :)
Não ficou bonito?

Curtindo o terreno

De 1999 até 2005, por falta de tempo$$$ só nos restava curtir o terreno.
Sempre soube que obra é dinheiro (é aborrecimento também) e que teríamos de ter grande parte do valor armazenado para iniciar a construção.

Durante esse tempo compramos um cortador de grama e lutamos bravamente com o mato de pasto
Fizemos uma extensão com cabo PP de 60 metros para usarmos, depois disso entendi porque existem roçadeiras à gasolina rsrsrsrs

Aprendi também que o mato cortado é difícil de tirar também rsrsrsrs

Conhecemos nossas vizinhas, que nos visitam até hoje :)

Essa é a nossa guardiã que quase todas as noites fica na frente do terreno

E no mato tem uns pequenos moradores, eles são tímidos por isso tivemos de segurar pra tirar a foto rsrsrsrs



PS: Ainda não descobrimos como retirar o mato do quintal, se souberem de alguma dica me avisem. Só não quero usar produtos químicos (RoundUp) pois acho arriscado.

sábado, 6 de novembro de 2010

Novidades no Blog II

A segunda novidade do Blog é uma comemoração. Depois de 9 anos de espera, 5 anos de processo, conseguimos a nossa escritura. EEEEEHHHHH!
Agora sinto que posso dizer que temos nossa casa, aliás nossa obra/bagunça/lar rsrsrsrs
Estamos construindo desde 2005, nos mudamos em set/2009 mas a obra ainda não acabou, tem muito o que fazer rsrsrs
E para comemorar vou colocar tópicos das etapas da obra, com comentários e principalmente dicas dos problemas que foram evitados e dos que não foram, pra que ninguém caia nos mesmo erros (ou pelo menos tente rsrsrs)

Pra começar, vou fazer um resumo do porquê da demora... Se você conseguiu ler até aqui já vou avisando, é muito blá blá blá, desista rsrsr)

Em 1999 meu marido passou em frente ao prédio do BNDES no centro do Rio e recebeu um panfleto, anunciando um condomínio de terrenos em Maricá. Não sei porque (acho que nesse dia ele bateu com a cabeça) ele viu que as parcelas eram bem pequenas e cismou que poderíamos finalmente sair do aluguel. Estávamos casados há 4 anos e já no segundo ap de aluguel.
Nunca conseguimos guardar dinheiro (só dívidas), então a idéia de comprar um imóvel estava muito distante.
O preço de um apartamento no RJ mesmo bem bem bem pequeno estava fora do nosso orçamento, ainda mais uma casa.
Eu morava em casa a vida toda e confesso que não gostava de morar em apartamento (apesar de ter algumas vantagens).

O fato é que eu achei que ele estava doido.
Nunca tinha ido a Maricá, muito menos pensado em morar lá.
Nunca pensei em construir nada.
E principalmente não tínhamos dinheiro pra construir.

Ele me convenceu a olhar pelo menos.
Chegando no condomínio, nem os vendedores acreditaram que íamos comprar qualquer coisa, foram empurrando pra um vendedor novo.
Ele nos mostrou vários terrenos "pRanos" na "pRanta" e andamos pelo condomínio.
Marido se apaixonou por dois terrenos juntos e tenho de confessar que ele escolheu bem, a vista é incrível.
Como ele estava muito animado, eu pensei "No máximo estamos fazendo um investimento e se não quisermos/pudermos morar é só vender"
Pra fechar negócio a imobiliária nos ofereceu um contrato de compra e venda de 80 reais.
Seguindo conselhos de um amigo arquiteto exigimos o contrato de compra e venda registrado em cartório.
A imobiliária disse que estávamos loucos, que não tinha necessidade, e que iria custar uns 600 reais
Mesmo assim exigimos tudo registrado corretamente.
IMPORTANTE: Não aceite contrato de compra e venda sem registro em cartório!!

Resumindo: pagamos os dois terrenos por 3 anos.
Em 2001 ao terminar de pagar descobrimos que o proprietário não queria assinar a escritura.
Segundo ele a imobiliária não repassou pra ele os valores combinados.
Não sei se repassou ou não, mas não nos cabe julgar.
O fato é que pagamos tudo corretamente e só queríamos o nosso direito.
O proprietário nos prometeu que iria assinar assim que o processo que ele tinha aberto contra a imobiliária se resolvesse.

Esperamos por 4 anos, já estávamos com 10 anos de casados e 10 de aluguel.
Dois terrenos "nossos" e sem nenhuma possibilidade de usar o FGTS nem nenhum financiamento imobiliário pois não tínhamos a escritura.
Durante esse tempo meu marido foi me convencendo a construir e morar em Maricá
O máximo que podíamos fazer era curtir um pouco o terreno, o que fazíamos todo fim de semana.
Aprendemos a cortar o mato e principalmente aprendemos que mato de pasto é uma praga. Cresce como louco e irrita as pernas.

Em 2005 já cansados de esperar, resolvemos entrar na justiça.
Não pedimos nenhuma indenização (apesar de ter direito) só pedimos a escritura dos terrenos (pra ser mais rápido).
E durante 5 longos anos vimos como a justiça pode ser demorada.
Mas... Finalmente conseguimos e por isso quero compartilhar com vocês nossa alegria :)